A síndrome da fadiga crônica, também chamada de encefalomielite miálgica/síndrome da fadiga crônica (EM/SFC), é uma condição complexa caracterizada por uma redução importante da capacidade de realizar atividades que antes eram habituais.
Não se trata simplesmente de estar cansado.
Pessoas com EM/SFC podem apresentar uma combinação de fadiga intensa, sono não reparador, dificuldade de concentração e memória e, principalmente, piora dos sintomas após esforço físico ou mental.
Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra, mas podem incluir:
Um dos aspectos mais característicos da EM/SFC é o mal-estar pós-esforço, conhecido pela sigla PEM.
Nesse caso, uma atividade física ou mental pode provocar uma piora desproporcional dos sintomas.
E essa piora nem sempre acontece imediatamente.
O paciente pode realizar uma atividade hoje e perceber uma piora importante dos sintomas posteriormente, podendo levar horas ou dias para se recuperar.
Por isso, simplesmente recomendar que a pessoa “faça mais exercício” pode não ser adequado sem antes compreender o quadro individualmente.
Não.
Cansaço é um sintoma extremamente comum e pode estar relacionado a privação de sono, estresse, sedentarismo, infecções, alterações hormonais, anemia, deficiência de nutrientes, medicamentos e diversas outras condições.
Na EM/SFC, existe uma combinação característica de sintomas e uma redução significativa da capacidade funcional.
Por isso, antes de estabelecer o diagnóstico, é importante investigar outras possíveis causas de fadiga.
Não existe atualmente um único exame de sangue ou exame de imagem que, isoladamente, confirme a síndrome da fadiga crônica.
O diagnóstico é principalmente clínico e exige uma avaliação cuidadosa da história do paciente, dos sintomas e da evolução do quadro.
Durante a consulta, é importante investigar:
Dependendo do caso, exames complementares podem ser solicitados para investigar condições que podem produzir sintomas semelhantes.
O tratamento deve ser individualizado.
Não existe uma única medicação que cure a EM/SFC para todos os pacientes.
O objetivo é identificar e tratar sintomas e condições associadas, além de ajudar o paciente a administrar sua energia e suas atividades de maneira que reduza episódios de piora.
Quando existe mal-estar pós-esforço, estratégias de gerenciamento de atividade e energia, frequentemente chamadas de pacing, podem ser importantes.
O paciente precisa aprender a reconhecer seus limites e evitar ciclos de esforço excessivo seguidos por períodos prolongados de piora.
Também é importante avaliar e tratar, quando presentes, problemas de sono, dor, alterações do humor e outras condições que possam estar contribuindo para a piora da qualidade de vida.
Não.
As duas condições podem apresentar sintomas semelhantes e podem ocorrer simultaneamente, mas não são a mesma condição.
A fibromialgia costuma ter a dor generalizada como característica central, enquanto na EM/SFC a redução da capacidade funcional, a fadiga e o mal-estar pós-esforço têm papel fundamental.
Por isso, é importante avaliar cada paciente individualmente, em vez de tentar encaixar todos os sintomas em um único diagnóstico.
Se você apresenta fadiga persistente que não melhora adequadamente com descanso, especialmente quando existe uma piora significativa depois de atividades físicas ou mentais, é importante investigar a causa.
Cansaço persistente não deve ser simplesmente normalizado.
Uma avaliação médica pode ajudar a identificar outras condições que precisam ser investigadas e, quando apropriado, avaliar se os sintomas são compatíveis com EM/SFC.
Uma avaliação individualizada pode ajudar a entender o que está acontecendo e definir os próximos passos.
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